
Mais um post a 4 mãos.
Dessa vez eu e minha adorada Simone de Paula (sp) temos opiniões levemente diferentes em relação ao último filme que a gente foi ver:
Free Zone.
Bom, eu achei o filme um saco. Chato pacas. Aquele ritmo lento de dar sono. Se eu quero algo chato e monótono que não acaba nunca, eu já tenho minha própria vida. Não preciso ir ao cinema.
Acho que não tenho mais paciência pra esses filmes ultra-alternativos. O cara, quando faz filme alternativo, pra dizer que está sendo inteligente e culto, faz um filme lento, chato e sem história.
Não acontece porcaria nenhuma no filme. Somos nós sentados no cinema sem fazer nada assistindo pessoas não fazendo nada do outro lado da tela por duas horas.
A Natalie Portman é linda de morrer. Mas ela passa o filme todo com cara de tédio, em silêncio.
Na verdade, eu não entendi uma coisa do filme. Só entendi quando minha namorada me explicou, já do lado de fora do cinema. As três personagens principais representariam os países do qual elas são (EUA, Israel e Palestina ou Jordânia, sei lá). As duas últimas se desentendem e a primeira fica se intrometendo de enxerida, para benefício próprio. Em posse dessa informação, até que o filme ganha algum interesse. Mas o burraldino aqui não entendeu. Só as músicas árabes do filme que são bem legais, mas tocam muito pouco.
Pra terminar de minha parte, o filme é muito feio, visualmente. Imagens feias.
Concedo a última palavra à dama, cavalheiro que sou:
Free Zone
Eu vi, eu gostei, eu indico!
Desde a sinopse do filme, eu já tinha me interessado muito: É a história de 3 mulheres, no oriente médio....
É um road movie...tem um ritmo lento, uma história simples, nenhuma grande emoção e uma trilha pop "árabe" (não sei como classificar cada nacionalidade, pra mim é tudo misturado no oriente médio.. ai que vontade que eu tenho de distinguir direitinho... mas...) e no entanto é extremamente interessante.
O filme traz outras paisagens (independente de terem uma beleza exuberante - o que é difícil numa terra árida e castigada por tantas guerras), outros idiomas, culturas diferentes se cruzando... é muiiiito bom... e melhor ainda porque é completamente diferente daquela babozeira que é o cinema americano.. tão cheio de si.. tão arrogante.. tão falastrão...e tão morno...
É um símbolo de globalização.. porque todos se entendem... porque todos se comunicam.. porque todos vivem num lugar em estado de guerra, cuidando dos problemas comuns, que qualquer um de nós que vive na "proteção" da sua nação de origem, cuida...
No entanto... eu, Libriana (amante de relacionamentos pessoais passivos e harmônicos) assisti o filme com o meu namorado, um Ariano (amante de guerras, emoções e muita ação) saimos do cinema com expressões totalmente antagônicas no rosto... eu maravilhada.. e ele entediado...hahahhaha.... Ele ama os EUA... e eu, detesto, especialmente pela postura invasiva e impositiva da sua cultura ao mundo..... me incomodo muito com o porquê de nós brasileiros vivemos influenciados por gostos tão distantes dos nossos.. como podemos nos bandear para o lado dos colonizadores, sem nem ao menos entendermos a NOSSA CULTURA? Uma cultura que tem misturas de todas as partes do mundo.. e que é diversa pela própria extensão dessa terra... onde as pessoas vivem em lugares ameaçadores, mas sabem que precisam seguir e tocar as próprias vidas..... num país onde falamos diferentes idiomas e culturas e nos entendemos... Eu não preciso colocar bandeira na janela pra dizer que sou brasileira.... eu busco me integrar a este lugar, viver este lugar... e posso até torcer para a Itália na copa do mundo.... afinal... os ilatianos são lindos.. hahahahhaha... Roberto Baggio é meu ídolo.. hahahaha
Isso tudo tá lá... no filme... sem dizer... sem forçar... só está lá... cada pessoa tem a capacidade de expressar toda a cultura e verdade da sua nação... em praticamente 2 horas... e com toda a sutileza de quem É e não de quem interpreta... E o melhor.. o elemento americano tá lá.. do jeitinho que ele sempre está... sonso.. sorrateiro... só sacando o lance.. pra levar tudo que ele puder... e abandonar o outro "limpando a sujeira" que ele sempre deixa pra trás..