
Hoje, após intensos meses de dura negociação, se encerraram as conversas para a produção do longa em animação 3D da
Escola de Animais. Cheguei à conclusão de que não seria vantajoso para mim.
Ninguém sabia, nem família, namorada, ninguém, pois era condição o segredo absoluto. Mas a Fox entrou em contato comigo através de seu escritório no Brasil primeiramente por email, depois se intensificaram as conversas por telefone.
O projeto era iniciar o roteiro imediatamente, fazendo um apanhado de todo o material já produzido com esses personagens. O lançamento mundial se daria no verão de 2007, e a direção seria de Carlos Saldanha.
O ponto que emperrou a negociação era de que eu queria poder avaliar um por um os produtos que resultariam do licenciamento dos personagens. Queria ter poder de veto, caso eu avaliasse que a EA estaria sendo usada para empurrar algo sem qualidade para as crianças. Eles não aceitaram e eu finquei o pé.
Apesar da frustração de não ter dado certo, vejo um grande ponto positivo nessa história toda. Isso me servirá para solidificar melhor os personagens nas HQs; ou seja, quando eles forem expostos ao mundo, virão de forma mais forte. Acho que não era o momento certo mesmo. Esse posicionamento tomado por mim faz com que, quando acontecer, a Escola de Animais estoure de maneira certa. Pois, se começar errado, vai saber onde vai parar. Mentalizei bastante duas de minhas maiores referências (
essa e
essa) para tomar essa decisão. Que seja para o melhor.
Para provar o que estou dizendo, segue a carta escrita à mão do diretor-presidente da Fox.
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